quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

- Ei... Você está bem?
- Como ele pode... Como ele pode não ter me contado?
- Ele provavelmente se sentiu muito mal.
- Uau. Isto esta mesmo acontecendo. Eu não achei que isso iria acontecer.
- Nem eu.
- Eu pensei que as coisas nunca iriam se acertas entre eles.
- Eu esperava que não.
- Então ele... Está mesmo apaixonado... por ela.
- Quem sabe? Talvez ele apenas se sinta responsável por ela.
- Fazendo a coisa certa?
- Talvez.
- É, eu pensei que estava fazendo a coisa certa, me afastando de tudo isso. E se eu estava errada, Sara? E se eu devia ter ficado e lutado por ele?
- Você não pode olhar pra trás desse jeito.
- Porque é tarde demais.


Eu tenho uma pergunta ética para vocês:
Nós somos ensinados desde cedo a sermos uma pessoa boa. Sermos compreensivo, a seguirmos as regras, fazermos nossas orações e tomarmos nossas vitaminas, mas e se fazermos as coisas certas e coisas ruins acontecerem? E depois? Nunca está errado fazer a coisa certa?

- Quer que eu bata nele por você?
- Sério? Você faria isso por mim?
- Sim. Você esta furiosa, mas você merece coisa melhor do que isso.
- Eu mereço. Eu merecia um alerta, um simples alerta. Eu pensei que eu significava o suficiente para ele para... um alerta.

- Ei. Ei.
- Oi. Bem, parabéns.
- Oh, você soube.
- Você está cerca de um dia e seis vodkas atrasado demais. O Jerome me contou. Você mesmo não poderia ter me contado, Jack? Digo, eu sei que não sou a primeira garota em que você pensa esses dias, mas você não poderia ter pensado em mim nem um pouco?
- Eu fui a sua casa ontem à noite para conversar. Mas você estava... ocupada. Ouça eu... Eu me importo com você. E eu mesmo queria ter te contado.
- Você esta fazendo isso por mim, ou porque você quer se sentir melhor.
- Oh. Certo, eu não posso vencer aqui. E eu estou cansado ficando cansado das pessoas criticando o que eu estou fazendo.
- Oh, bem, então sem dúvida, você tem a minha benção, porque é tudo o que me restou para dar. Ei, sabe o que eu nunca vou entender? É porque você pode abrir o seu coração a alguém que o partiu em pedaços, mas você não pode abri-lo para alguém que só queria curá-lo.
- Eu... eu sinto muito.
- E eu também.

"Quando faço o bem, me sinto bem. Quando eu faço o mal, me sinto mal." Gostaria que isso fosse tão preto e branco. Algumas vezes você fazer a coisa certa faz você se sentir tudo, exceto bem. Pode se sentir amedrontado. Desconfortável. Porque até quando você faz as escolhas certas, as coisas ruins ainda podem acontecer. Na mesma medida que as queremos, não há garantias. Tudo o que podemos fazer é ter fé... e se agimos com o nosso coração, as coisas que fazemos - um dia - nos fará sentirmos certos. Mesmo se algumas vezes o que fazemos parece só um pouco... Errado.

Marin -Estava tentando superar "nós", eu acho...
Jack -Você conseguiu superar?!
Marin -Porque você se importa, Jack?
Jack -É, uhm, dificil pra mim tambem, Marin. Eu sei que é injusto eu estar falando nisso, mas é verdade. Nós podemos não estar juntos, mas isso não significa que tudo que tivemos vai desaparecer instantaneamente.
Marin -Eu queria que desaparecesse.

- Ele acabou de pedi-la em casamento. Por que terminariam de repente?
- É difícil dizer o que acontece entre duas pessoas.
- Você acha que ele esta bem?
- Por que não pergunta a ele?
- Não posso falar com ele.
- Por que não?
- Porque foi a mim que ele magoou. Uma mulher magoada não vai ao vilão perguntar se ele esta bem. Não que ele seja um vilão... odeio estar defendendo ele. Odeio o fato de me importar com ele! Não deveria.
- Então não fale com ele.
- É isso? Só isso que tem a dizer?


- Legal. Você deveria dizer isso a ela.
- Acredite, a última pessoa com quem ela quer falar sou eu.
- Qual é a de vocês?
- Como assim?
- Ela acha que não deveria falar com você, você acha que não deveria falar com ela. Vocês parecem duas pessoas que deveriam baixar a cabeça e conversar.
- Ela disse que não deveria conversar comigo?
- Não me faça recomeçar tudo de novo.

- E a sua coisa do coração?
- Heim?
- A Lynn. Como está agüentando?
- Estou bem.
- Bom.
- É. Tive bastante tempo pra pensar nisso. Me dei conta que foi uma boa coisa ela ter voltado.
- É mesmo?
- É. Se ela não tivesse, sempre haveria uma parte de mim fantasiando sobre ela, sobre o que poderia ter sido. Agora eu sei que tentei e não deu certo. Estou bem com isso.
- Bem... então você esta deslumbrado.
- É, mas não dá pra viver no passado. Tenho que seguir adiante.
- Parece um bom plano.
- É.

Patrick e eu estavamos falando sobre a magica dos filmes, algo a ver com sentar-se em uma sala escura de cinema,que faz-nos sair de nossa realidade e viver a historia de outra pessoa. Mas e se as câmeras estivessem viradas para você? No filme de sua vida, iria gostar do que veria?

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