quarta-feira, 8 de julho de 2009

Levei um longo tempo para chegar aqui, Ephram. Você teve que ter muita lábia. Mas é isto que eu quero... quero continuar apaixonada. Eu e você, nós. Isso não vai mudar. E se estiver errada eu assumo o erro. Não precisa me proteger. Pode tentar, mas não vou deixar. Não é problema seu, nem do meu pai. Não preciso de garantias, Ephram. Pode se preocupar, mas estou apostando em nós.

Não dá para saber quando o certo se torna duvidoso independente do quanto é sólida a rocha. As rochas se rompem. As coisas mudam principalmente quando você tem certeza. Para ser justo, se fosse um deus do destino olhando os planos para essa gentinha, eu ia olha para os meus e provavelmente iría querer querer bagunçar os dos outros também.
Quer me conhecer em 500 palavras? Fico com medo às vezes e me decepciono também. Tenho dúvidas e gosto de achar meu caminho, não gosto de mudanças. Mas sei que são boas e inevitáveis portanto, eu as escolho da melhor forma possível. Há um poema de Johann Franck que diz isso melhor que eu: “Desafie o velho dragão. Desafie o medo. O mundo pode desabar, mas continuarei cantando em paz”. Coisas acontecem, você não espera ou quer que aconteçam. O mundo desaba e você se torna a pessoa que jamais pensou ser. E lá está você, em sua roupa, em sua vida. Este é o meu futuro. Eu sou assim. Sou assim e quero coisas que jamais pensei em querer. Quero opções que uma escola como Princeton oferece. Um lugar para crescer... conhecer pessoas novas. Um lugar que surpreenda quando a vida toma um rumo que não imaginei. E agradecer por tudo isso em plena paz.


Quanto mais as coisas mudam, mais elas parecem iguais. Eu não tenho certeza de quem foi a primeira pessoa a falar isso. Provavelmente Shakespeare, ou talvez Sting. Mas no momento, é a frase que melhor explica o meu defeito: minha incapacidade de mudar. Eu não acho que estou sozinho nisso. Quanto mais eu conheço outras pessoas, mais eu percebo esse tipo de defeito. Permanecendo exatamente iguais enquanto for possível, permanecendo perfeitamente imóveis. Se sentem bem de alguma forma. E se vocês estão sofrendo, a dor é pelo menos familiar. Porque se você agarrar esse salto de fé, indo fora da caixa, fazendo algo inesperado quem saberá que outra dor poderá estar esperando lá fora? As chances podem ser ainda piores. Então você mantém o atual status, escolhendo a estrada já conhecida, e isso não parece tão ruim, não tanto quanto o defeito pode chegar. Você não é um viciado em drogas, você não está matando ninguém... exceto um pouco de você mesmo, talvez. Quando finalmente mudamos, eu não acredito que aconteça como um terremoto ou uma explosão onde subitamente tudo que somos vira uma pessoa diferente. Acho que é muito menor que isso. O tipo de coisa que a maioria das pessoas não vão nem perceber ao menos que elas olhem de perto, extremamente de perto. O qual, graças a Deus, elas nunca fazem. Mas você percebe isso. Dentro de você, essa mudança se parece como um mundo de diferença, e você espera que seja assim. Para que essa seja a pessoa que você será pra sempre. Para que você nunca mais tenha que mudar novamente.

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